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O retorno!

Setembro 7, 2013

Olá, queridos amantes e estudantes da Língua Portuguesa! Estive passeando por outros países e agora que estou de volta ao Brasil, quero voltar a alimentar o blog com conteúdo relevante sobre essa nossa linda e complicada língua! Fiquem ligados!!

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Livro – As aventuras de Tom Sawyer

Maio 11, 2009

Mark-Twain-As-Aventuras-de-Tom-Sawyer

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Reforma Ortográfica em Quadrinhos

Março 30, 2009
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Vídeo – O Assalto

Março 26, 2009

Pergunta:

O que é pleonasmo?

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Crônicas – Leitura para o dia 07/11

Outubro 26, 2008

O Grande Mistério

Stanislaw Ponte Preta
(Sérgio Porto)

Há dias já que buscavam uma explicação para os odores esquisitos que vinham da sala de visitas. Primeiro houve um erro de interpretação: o quase imperceptível cheiro foi tomado como sendo de camarão. No dia em que as pessoas da casa notaram que a sala fedia, havia um soufflé de camarão para o jantar. Daí…

Mas comeu-se o camarão, que inclusive foi elogiado pelas visitas, jogaram as sobras na lata do lixo e — coisa estranha — no dia seguinte a sala cheirava pior.

Talvez alguém não gostasse de camarão e, por cerimônia, embora isso não se use, jogasse a sua porção debaixo da mesa. Ventilada a hipótese, os empregados espiaram e encontraram apenas um pedaço de pão e uma boneca de perna quebrada, que Giselinha esquecera ali. E como ambos os achados eram inodoros, o mistério persistiu.

Os patrões chamaram a arrumadeira às falas. Que era um absurdo, que não podia continuar, que isso, que aquilo. Tachada de desleixada, a arrumadeira caprichou na limpeza. Varreu tudo, espanou, esfregou e… nada. Vinte e quatro horas depois, a coisa continuava. Se modificação houvera, fora para um cheiro mais ativo.

À noite, quando o dono da casa chegou, passou uma espinafração geral e, vitima da leitura dos jornais, que folheara no lotação, chegou até a citar a Constituição na defesa de seus interesses.

— Se eu pago empregadas para lavar, passar, limpar, cozinhar, arrumar e ama-secar, tenho o direito de exigir alguma coisa. Não pretendo que a sala de visitas seja um jasmineiro, mas feder também não. Ou sai o cheiro ou saem os empregados.
Reunida na cozinha, a criadagem confabulava. Os debates eram apaixonados, mas num ponto todos concordavam: ninguém tinha culpa. A sala estava um brinco; dava até gosto ver. Mas ver, somente, porque o cheiro era de morte.

Então alguém propôs encerar. Quem sabe uma passada de cera no assoalho não iria melhorar a situação

—  Isso mesmo — aprovou a maioria, satisfeita por ter encontrado uma fórmula capaz de combater o mal que ameaçava seu salário.

Pela manhã, ainda ninguém se levantara, e já a copeira e o chofer enceravam sofregamente, a quatro mãos. Quando os patrões desceram para o café, o assoalho brilhava. O cheiro da cera predominava, mas o misterioso odor, que há dias intrigava a todos, persistia, a uma respirada mais forte.

Apenas uma questão de tempo. Com o passar das horas, o cheiro da cera — como era normal — diminuía, enquanto o outro, o misterioso — estranhamente, aumentava. Pouco a pouco reinaria novamente, para desespero geral de empregados e empregadores.

A patroa, enfim, contrariando os seus hábitos, tomou uma atitude: desceu do alto do seu grã-finismo com as armas de que dispunha, e com tal espírito de sacrifício que resolveu gastar os seus perfumes. Quando ela anunciou que derramaria perfume francês no tapete, a arrumadeira comentou com a copeira:

— Madame apelou para a ignorância.

E salpicada que foi, a sala recendeu. A sorte estava lançada. Madame esbanjou suas essências com uma altivez digna de uma rainha a caminho do cadafalso. Seria o prestigio e a experiência de Carven, Patou, Fath, Schiaparelli, Balenciaga, Piguet e outros menores, contra a ignóbil catinga.

Na hora do jantar a alegria era geral. Nas restavam dúvidas de que o cheiro enjoativo daquele coquetel de perfumes era impróprio para uma sala de visitas, mas ninguém poderia deixar de concordar que aquele era preferível ao outro, finalmente vencido.

Mas eis que o patrão, a horas mortas, acordou com sede. Levantou-se cauteloso, para não acordar ninguém, e desceu as escadas, rumo à geladeira. Ia ainda a meio caminho quando sentiu que o exército de perfumistas franceses fora derrotado. O barulho que fez daria para acordar um quarteirão, quanto mais os da casa, os pobres moradores daquela casa, despertados violentamente, e que não precisavam perguntar nada para perceberem o que se passava. Bastou respirar.

Hoje pela manhã, finalmente, após buscas desesperadas, uma das empregadas localizou o cheiro. Estava dentro de uma jarra, uma bela jarra, orgulho da família, pois tratava-se de peça raríssima, da dinastia Ming.

Apertada pelo interrogatório paterno Giselinha confessou-se culpada e, na inocência dos seus 3 anos, prometeu não fazer mais.

Não fazer mais na jarra, é lógico.

 

 

Dois Entendidos

Fernando Sabino

Dizem que tem uma memória extraordinária e sabe tudo sobre futebol. Suas lembranças desafiam contestação.

Um dia, porém, viu-se numa reunião em que se achava outro com igual prestígio. E os dois acabaram se defrontando:

— Você se lembra da primeira Copa Roca disputada no Brasil? – perguntou-lhe o outro.

— Se me lembro.

E disse o dia, o mês e o ano.

— Fazia um calor danado.

— Isso mesmo: um calor danado. Lembra-se da formação do time brasileiro?

— Quem é que não se lembra?

Cantou para o outro o time todo. O outro ia confirmando com a cabeça. Fez apenas uma ressalva quanto ao extrema-esquerda.

— Eu sei: mas estou falando o time titular. Agora vou lhe dizer os reservas.

Declamou a lista dos reservas, e sugeriu, por sua vez:

— Você naturalmente se lembra da formação do time argentino.

O outro embatucou: o time argentino? Não, isso ninguém era capaz de dizer.

— Pois então tome lá.

E recitou o time argentino. O outro, meio ressabiado, procurou recuperar o terreno perdido:

— Para nomes não sou muito bom. Mas me lembro que o goleiro argentino segurou um pênalti. – Um pênalti mal cobrado, foi por isso: faltavam sete minutos para acabar o jogo.

O outro, como que ocasionalmente, disse quem cobrara o pênalti, fazendo nova investida:

— E lhe digo mais: o juiz apitou quinze “fouls” contra nós no primeiro tempo, dezessete contra eles. No segundo tempo…

— Está aí; isso eu não sou capaz de garantir. Tudo mais sobre o jogo eu lhe digo. Aliás, sobre esse jogo, ou qualquer outro que você quiser, de 1929 para cá. Mas essa história de número de “fouls”. . Como é que você sabe disso com tanta certeza?

— Sei — tornou o outro, triunfante — porque fui o juiz da partida.

Com essa ele não contava. O juiz da partida.

— Como é mesmo o seu nome?

Ficou a rolar na língua o nome do outro.

— Você tinha algum apelido?

O outro deu uma gargalhada:

— Juiz, com apelido? Naquele tempo eu já me fazia respeitar.

— Sei, sei — e ele sacudiu a cabeça, pensativo.

— Engraçado, me lembro perfeitamente do juiz, não se parecia com você. Chamava-se… Espera aí: se não me falha a memória…

— Ela costuma falhar, meu velho.

Ao redor a expectativa dos circunstantes crescia, ante o duelo dos dois entendidos.

—…o juiz era grande, pesadão, anulou um gol nosso, houve um começo de sururu…

— Emagreci muito desde então. E anulei o gol porque já tinha apitado quando ele chutou. Houve realmente um ligeiro incidente, mas fiz valer minha autoridade e o jogo prosseguiu.

— Você já tinha apitado…

— Já tinha apitado.

Os dois se olharam em silêncio.

— Quer dizer que quem apitou aquele jogo foi você – recomeçou ele, intrigado.

— Fui eu. E lhe digo mais: quando Fausto fez aquele gol de fora da área…

— Já na prorrogação.

— Na prorrogação: quiseram protestar dizendo que ele estava impedido…

— Não estava impedido.

— Eu sei que não estava. Tanto assim que não anulei. Mesmo porque, a regra naquele tempo era diferente.

— Nem naquele tempo nem hoje nem nunca aquilo seria impedimento. Se o juiz me anula aquele gol…

—…teria que anular também o primeiro gol dos argentinos…

—…que foi feito exatamente nas mesmas condições.

Calaram-se um instante, medindo forças. Mas o outro teve a infelicidade de acrescentar:

— Mesmo que o bandeirinha tivesse assinalado…

Ele saltou de súbito, brandindo o dedo no ar:

— Já sei! isso mesmo! Você não foi juiz coisa nenhuma! Você era o bandeirinha! Me lembro muito bem de você: era mais gordo mesmo, todo agitadinho, corria se requebrando… Tinha o apelido de Zuzú.

O outro não teve forças para negar e se rendeu à memória do adversário. Mesmo porque, encafifado, fazia uma cara de Zuzú.

 

 

Grande Edgar
Por Luis Fernando Veríssimo

 

Já deve ter acontecido com você.

— Não está se lembrando de mim?

Você não está se lembrando dele. Procura, freneticamente, em todas as fichas armazenadas na memória o rosto dele e o nome correspondente, e não encontra. E não há tempo para procurar no arquivo desativado. Ele esta ali, na sua frente, sorrindo, os olhos iluminados, antecipando sua resposta. Lembra ou não lembra?

Neste ponto, você tem uma escolha. Há três caminhos a seguir.

Um, curto, grosso e sincero.

— Não.

Você não está se lembrando dele e não tem por que esconder isso. O “Não” seco pode até insinuar uma reprimenda à pergunta. Não se faz uma pergunta assim, potencialmente embaraçosa, a ninguém, meu caro. Pelo menos entre pessoas educadas. Você deveria ter vergonha. Passe bem. Não me lembro de você e mesmo que lembrasse não diria. Passe bem. Outro caminho, menos honesto mas igualmente razoável, é o da dissimulação.

— Não me diga. Você é o… o…

“Não me diga”, no caso, quer dizer “Me diga, me diga”. Você conta com a piedade dele e sabe que cedo ou tarde ele se identificará, para acabar com sua agonia. Ou você pode dizer algo como:

— Desculpe, deve ser a velhice, mas…

Este também é um apelo à piedade. Significa “não tortura um pobre desmemoriado, diga logo quem você é!”. É uma maneira simpática de você dizer que não tem a menor idéia de quem ele é, mas que isso não se deve a insignificância dele e sim a uma deficiência de neurônios sua.

E há um terceiro caminho. O menos racional e recomendável. O que leva à tragédia e à ruína. E o que, naturalmente, você escolhe.

— Claro que estou me lembrando de você!

Você não quer magoá-lo, é isso! Há provas estatísticas de que o desejo de não magoar os outros está na origem da maioria dos desastres sociais, mas você não quer que ele pense que passou pela sua vida sem deixar um vestígio sequer. E, mesmo, depois de dizer a frase não há como recuar. Você pulou no abismo. Seja o que Deus quiser. Você ainda arremata:

— Há quanto tempo!

Agora tudo dependerá da reação dele. Se for um calhorda, ele o desafiará.

— Então me diga quem sou.

Neste caso você não tem outra saída senão simular um ataque cardíaco e esperar, e falsamente desacordado, que a ambulância venha salvá-lo. Mas ele pode ser misericordioso e dizer apenas:

— Pois é.

Ou:

— Bota tempo nisso.

Você ganhou tempo para pesquisar melhor a memória. Quem será esse cara? Enquanto resgata caixotes com fichas antigas no meio da poeira e das teias de aranha do fundo do cérebro, o mantém à distância com frases neutras como jabs verbais.

— Como cê tem passado?

— Bem, bem.

— Parece mentira.

— Puxa.

(Um colega da escola. Do serviço militar. Será um parente? Quem é esse cara?)

Ele esta falando:

—Pensei que você não fosse me reconhecer…

— O que é isso?!

— Não, porque a gente às vezes se decepciona com as pessoas.

—E eu ia esquecer de você? Logo você?

—As pessoas mudam. Sei lá.

— Que idéia. (é o Ademar! Não, o Ademar já morreu. Você foi ao enterro dele. O… o… como era o nome dele? Tinha uma perna mecânica. Rezende! Mas como saber se ele tem uma perna mecânica? Você pode chutá-lo amigavelmente. E se chutar a perna boa? Chuta as duas. “Que bom encontrar você!” e paf, chuta uma perna. “Que saudade!” e paf, chuta a outra. Quem é esse cara?)

— É incrível como a gente perde contato.

— É mesmo.

Uma tentativa. É um lance arriscado, mas nesses momentos deve-se ser audacioso.

— Cê tem visto alguém da velha turma?

— Só o Pontes.

— Velho Pontes! (Pontes. Você conhece algum Pontes? Pelo menos agora tem um nome com o qual trabalhar. Uma segunda ficha para localizar no sótão. Pontes, Pontes…)

— Lembra do Croarê?

— Claro!

— Esse eu também encontro, às vezes, no tiro ao alvo.

— Velho Croarê. (Croarê. Tiro ao alvo. Você não conhece nenhum Croarê e nunca fez tiro ao alvo. É inútil. As pistas não estão ajudando. Você decide esquecer toda cautela e partir para um lance decisivo. Um lance de desespero. O último, antes de apelar para o enfarte.)

— Rezende…

— Quem?

Não é ele. Pelo menos isto esta esclarecido.

— Não tinha um Rezende na turma?

— Não me lembro.

— Devo esta confundindo.

Silêncio. Você sente que esta prestes a ser desmascarado.

Ele fala:

— Sabe que a Ritinha casou?

— Não!

— Casou.

— Com quem?

— Acho que você não conheceu. O Bituca. (Você abandonou todos os escrúpulos. Ao diabo com a cautela. Já que o vexame é inevitável, que ele seja total, arrasador . Você esta tomado por uma espécie de euforia terminal. De delírio do abismo. Como que não conhece o Bituca?)

— Claro que conheci! Velho Bituca…

— Pois casaram.

É a sua chance. É a saída. Você passou ao ataque.

— E não avisou nada?

— Bem…

— Não. Espera um pouquinho. Todas essas acontecendo, a Ritinha casando com o Bituca, O Croarê dando tiro, e ninguém me avisa nada?

— É que a gente perdeu contato e…

— Mas meu nome tá na lista meu querido. Era só dar um telefonema. Mandar um convite.

— É…

— E você acha que eu ainda não vou reconhecer você. Vocês é que se esqueceram de mim.

— Desculpe, Edgar. É que…

— Não desculpo não. Você tem razão. As pessoas mudam. (Edgar. Ele chamou você de Edgar. Você não se chama Edgar. Ele confundiu você com outro. Ele também não tem a mínima idéia de quem você é. O melhor é acabar logo com isso. Aproveitar que ele esta na defensiva. Olhar o relógio e fazer cara de “Já?!”.)

— Tenho que ir. Olha, foi bom ver você, viu?

— Certo, Edgar. E desculpe, hein?

— O que é isso? Precisamos nos ver mais seguido.

— Isso.

— Reunir a velha turma.

— Certo.

— E olha, quando falar com a Ritinha e o Manuca…

— Bituca.

— E o Bituca, diz que eu mandei um beijo. Tchau, hein?

— Tchau, Edgar!

Ao se afastar, você ainda ouve, satisfeito, ele dizer “Grande Edgar”. Mas jura que é a última vez que fará isso. Na próxima vez que alguém lhe perguntar “Você está me reconhecendo?” não dirá nem não. Sairá correndo.

 

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Fábulas – Leitura para o dia 17/10

Outubro 9, 2008

O lenhador e a mata

Descuidandose um dia, um lenhador quebrou o cabo de seu machado, e assim desarmado, deixou em sossego as árvores. Por fim, muito humilde e choroso, foi pedir lhes que lhe emprestassem um galho, com que pudesse fazer um cabo para o seu machado, declarando que era o único recurso com que ganhava, suando e lidando, o parco alimento de sua numerosa família; dessemlhe o precioso cabo e prometia não trabalhar mais nessa mata, e respeitar todas as suas árvores e arbustos; não lhe faltaria em que ocuparse. Movidas de tanta dor e de tanta súplica, confiadas em tão positiva promessa, até as árvores deram o pedido galho. E logo o lenhador pôs ao machado um cabo, novo e forte, e logo viçosos galhos, troncos robustos caíram ao afiado gume de machado, que pouco tempo deixou às árvores para chorarem arrependidas a sua crédula benignidade.

MORALIDADE. Quantos se servem do benefício em dano imediato do benfeitor! Perdoai ao vosso inimigo: mas é de louco darlhe meios de continuar a fazer mal.

 

Os lobos e as ovelhas

Desde o começo do mundo houve guerra encarniçada entre as ovelhas e os lobos: por serem fracas e incapazes de defenderse, as ovelhas puseramse debaixo da proteção dos cães. Então os lobos viramse perdidos; às ocultas, só de emboscada, podiam pilhar alguma inimiga com que matassem a fome. Acudiulhes um estratagema: humilharamse, pediram pazes; fizeram com que as crédulas ovelhas se convencessem de sua credulidade; o que aliás lhes foi fácil, pois ofereceram dar como reféns os seus filhos. As ovelhas tudo aceitaram, e até calcularam a grande economia que fariam, dispensando a guarda e a proteção dos cães. Fezse a paz, foram dados os reféns, despedidos por economia os cães. Uma noite, os filhos dos lobos põemse a uivar: acodem os pais bradando que estão maltratando seus filhos, que assim faltam a fé prometida, e restauram a guerra, e logo vão fazendo tal carnificina, que de ovelhas não sabemos como alguma escapou para continuar a raça.

MORALIDADE. No mau que diz arrependerse não se deve confiar antes de boa prova.

 

O rato da cidade e o do campo

Um rato que morava na cidade, foi dar um passeio ao campo. Recebeuo e agasalhouo um amigo que o levou para os seus palácios subterrâneos, e deulhe um banquete de ervas e raízes. Maldizendo em presença de tais iguarias a louca lembrança do seu rústico passeio, o rato da cidade, obrigado a jejuar, disse por fim: “Amigo, tenho dó de ti; como te podes resignar a semelhante passadio? vem comigo para a cidade, verás o que é fartura, o que é viver. O outro aceitou. A noitinha estavam ambos em uma bela e rica residência, em bem provida dispensa; queijos, lombos, o perfumado toucinho, tudo os incitava; desforrandose de sua longa dieta, o rato do campo regalavase. Súbito range a porta, entra o despenseiro: vem com ele dois gatos. O rato da casa achou logo o seu buraco; o hóspede, sobressaltado, pulando de prateleira em prateleira, mal escapou com a vida, e despedindose do amigo: “Adeus, camarada, disse, ficaivos com as vossas farturas; mais vale magro e faminto no mato, do que gordo na boca do gato.

MORALIDADE. Sem sossego de espírito de que valem os outros bens?

 

A galinha dos ovos de ouro

Tinha certa velha uma galinha que lhe punha ovos de ouro; e bem que raros fossem, davamlhe para viver em abastança. Um seu afilhado continuamente lhe dizia: “Como pode minha madrinha esperar pelos ovos desta galinha? Se põe ovos de ouro, é por certo toda de ouro; matemola. A velha por fim cedeu. Morta a galinha, era por dentro como todas as galinhas.

MORALIDADE. Contentemonos, agradecidos, com os presentes que Deus nos dá no tempo e nos períodos que sua sabedoria entende convenientes.

 

O lobo e o cordeiro

Estava um cordeiro bebendo água na parte inferior de um rio; chegou um lobo, e cravando nele torvos olhos, disselhe com voz cheia de ameaça: “Quem te deu o atrevimento de turvar a água que pretendo beber? Senhor, respondeu humilde o cordeiro, repare que a água desce para mim: assim não a posso turvar. Respondes, insolente! tornou o lobo arreganhando os dentes ;já o ano passado falaste mal de mim. Como o faria, se não tenho seis meses então ainda não tinha nascido. Pois se não foste tu, foi o teu pai, teu irmão, algum dos teus e por ele pagarás. E atirandose ao cordeiro, o foi devorando.

MORALIDADE. Foge do mau, com ele não argumentes: as melhores razões te não poderão livrar da sua fúria. Evitao fugindo.

 

Os membros e o estômago

As mãos e os pés revoltaramse um dia. Trabalhamos tanto, estamos em contínuo lidar e tudo é em proveito do estômago, que ai fica folgado, empregando em vantagem sua quanto adquirimos. Não estamos mais por isso, queremos folgar, e viva o estômago como puder. Admoestações, rogos, instâncias, nada valeu. O estômago ficou em jejum; mas para logo todo o corpo caiu em debilidade; braços, pernas, pés e mãos foram dos primeiros a sentir um entorpecimento, uma languidez que os assustou; compreenderam que iam morrendo; voltaram pois ao seu antigo ofício, e dentro em pouco, graças ao condescendente estômago, se acharam restituídos à antiga robustez.

MORALIDADE. Todos somos membros de um vasto corpo, que é a sociedade; cada um exerce funções especiais, mais subidas, mais humildes, porém todas indispensáveis pára a prosperidade e até para a existência de todos.

 

A águia e a tartaruga

Uma águia agarrou em uma tartaruga; mas embora faminta, não sabia como haver-se para comêla; porquanto na eminência do perigo, a tartaruga se encolhia toda na sua concha, e nem bico nem garras podiam romper essa muralha. Vendoa assim, lidar debalde, outra águia matreira lhe disse: A presa é boa, minha filha; carne de tartaruga é manjar delicado; mas nunca poderás pôrlhe o bico se te eu não valer. Pois valeme e doute metade da presa. Vá feito : sobe o mais que puderes nas nuvens, e de cima deixa cair a tartaruga, a concha ficará quebrada. Dito e feito; a pobre tartaruga, mal defendida contra tamanho baque, foi o almoço de ambas.

MORALIDADE. Em tudo menos vale a força de que o jeito; em tudo a experiência é proveitosa.

 

O mono e a raposa

Tinha uma raposa um rabo tão comprido, que andava sempre caído, sem graça, e varrendo o chão. Um mono, que tão pelado tinha o seu, que andava sempre descomposto, lhe disse: “Camarada, podes servirte a ti própria, servindome a mim; dáme o que de rabo te sobra, para suprir o que me falta; assim ficarei eu em estado de poder passear sem pejo, e tu ficarás mais elegante e mais leve. Antes quero ter o meu rabo assim mesmo pesado, e arrastando, do que darto. Cada um com o que é seu, cada um por si”, disse a raposa.

MORALIDADE. Há muitos que antes querem conservar coisas inúteis e até nocivas, só por serem suas, do que dálas a quem, aproveitandoas, retribuirlhesia com tesouros que nunca são excessivos as bênçãos dos desvalidos

 

O galo e a raposa

Vendo aproximarse uma raposa, um galo trepou com as galinhas a um alto pinheiro. A tanta altura não podia alcançar o malfazejo bicho, procurou pois valerse da astúcia “Olá! Sr Galo, disse, de que tem medo? porque sobe tão alto? pois ignora que está feita a paz eterna entre todos os animais! pois ainda não lhe foi comunicada tão grata noticia? Neste caso, quero alvíssaras. Ora desça, abracemonos, festejemos este dia de universal reconciliação. Percebeu o galo a mentira ; dissimulando porém, e não se dando por achado: Muito folgo com a notícia, respondeu, e já desço para mostrarlhe o meu contentamento: mas aí vem chegando uns cães, junto com eles melhor festejaremos tão bela paz. Aí vem cães? disse a raposa; pode ser que os malditos ainda não saibam da paz.” E safouse mais ligeira do que tinha vindo.

MORALIDADE. Não crer de leve é o conselho da prudência; reconhecendo a impostura, dissimular é o melhor meio de evitála.

 

A águia e a raposa

Uma águia tinha filhos; para os alimentar, apanhou os filhos de uma raposa. A aflita raposa suplicou, instou; nada conseguiu. Altiva e desdenhosa, a águia zombou dos seus rogos, e preparouse para devorar os raposinhos. Então a raposa valeuse de bem inspirado estratagema: começou a cercar com muita palha e folha seca a árvore em que tinha a águia o ninho, e pôslhe fogo. Vendose ameaçada pela labareda, e reconhecendo que perdidos estavam os seus filhos, a águia pediu paz; entregando os raposinhos, a conseguiu.

MORALIDADE Forte ou poderoso não ofendas a quem supões fraco; pois hás de ter um lado vulnerável, e o fraco saberá descobrilo.

 

O lobo e a garça

Voraz, como sempre, um lobo, estando a comer, engoliu um osso. Ficoulhe este atravessado na garganta, e o sufocava. Nesta aflição viu ele uma garça de compridíssimo pescoço, e suplicoulhe que lhe valesse, prometendo mundos fundos, se lhe arrancasse o osso da goela. Compadecida a garça o fez. Livre o lobo recusou dar-lhe o que prometera. Ingrata, não vês que és tu que me deves retribuir a generosidade; dentro da minha boca esteve a tua cabeça, podendo apertar Os dentes, deixei que te safasses! e queres paga! A garça calouse: o que havia de fazer? Emendar a mão, e nunca valer a lobos.

MORALIDADE. Quantos na hora dos apuros tudo prometem aos homens, aos santos, a Deus e depois esquecem o prometido, e chasqueam de quem neles se fiou.

 

O lobo e o cabrito

Uma cabra, indo pastar, deixou em casa o filho dizendolhe que não abrisse a porta a urso ou a lobo; pois mal lhe iria Para melhor livrálo, ajustou com ele uma senha: Quando eu voltar disse, para que me abras, hei de bater três vezes, dizendo abre que está frio: só então abrirás. Um lobo estava à espreita, e ouviu a senha; daí a algumas horas voltou, bateu na porta, e disse: Abre que está frio. Por mais, porém, que disfarçasse a voz, e procurasse imitar a da cabra, o cabrito teve desconfiancas, e chegandose à porta, disse: Minha mãe, mostre pela fresta a sua pata branca; só então lhe abrirei. Pata branca é coisa de que o lobo nunca dispôs; o nosso espertalhão não teve remédio senão retirarse em jejum

MORALIDADE. Nunca sobram precauções ; se fiandose à senha, o cabrito tivesse aberto a porta, onde teria ido parar?

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Artigos de Opinião – Violência Doméstica

Outubro 9, 2008

Faça algo por esta causa: divulgue estes textos!

A violência praticada contra parentes

Ícaro Ribeiro da Silva

 

A violência doméstica é uma violência praticada dentro de casa ou dentro da família, geralmente entre marido e mulher. Algumas práticas comuns da violência são o abuso sexual, violência psicológica, violência sócio-econômica e a violência física.

Geralmente, a violência doméstica tem como causa a falta de dinheiro. Na maioria das vezes, os homens bebem e acabam descontando as suas frustrações na mulher, nos filhos e até mesmo nos idosos.

A conseqüência de toda essa violência atinge diretamente as crianças, que passam por torturas psicológicas e físicas, dificultando ainda mais aprendizagem e o convívio social. Em resumo, a violência doméstica, infelizmente, é praticada com freqüência por muitas famílias.

  As pessoas que violentam e abusam de pessoas são presas e até podem ser mortas por outros presos, pois até eles têm regras contra pessoas que abusam sexualmente de outras

      O mais difícil é saber que crianças mulheres e idosos então à mercê de pessoas violentas, que cada vez mais abandonam, humilham, exploram e agridem, quando deveriam amar e proteger.

 

O Vírus que Mata

Amanda Erchmann Madruga  

  

Hoje em dia, temos grandes problemas sociais, a maior delas, está dentro dos lares do cidadão brasileiro: a violência doméstica.

O Brasil é considerado um dos países mais violentos do mundo. Vários são os tipos de violência que são vistos diariamente contra mulheres, crianças, e adolescentes, idosos e também nos relacionamentos.

Em todo mundo as principais causas da violência são: O desrespeito, a prepotência, crises de raiva causadas por fracassos e frustrações e crises mentais (loucura) que em geral são coisas raras. A população tem que ser esclarecida quanto a esse “vírus” que corrói, fere, deixa marcas e muitas vezes até mata.

O primeiro passo para essa sensibilização é esclarecer a população sobre as diversas manifestações da agressão doméstica. “Culturalmente, ela está banalizada. Desqualificar, ofender e ameaçar são formas sutis de agredir, mas com impacto psicológico muito sério para a mulher”, afirma Célia Regina Zapparolli, presidente da ONG Pró-Mulher Família e Cidadania

Entretanto, esse ato brutal tem que ter um fim. Para que isso aconteça, a sociedade e o governo devem se juntar para combater esse mal que tanto tem causado dores ao cidadão.

 

Problemas do Brasil

Celso Galliza Júnior

O problema da violência familiar é muito grande no Brasil. Geralmente, ocorre por causas de brigas. Entretanto de um tempo pra cá este problema tem se agravado muito. O disque 100 recebe cerca de 90 ligações diariamente de denúncias de violência e abuso.

Nos últimos anos no Brasil, a sociedade tem entrado para uma das sociedades mais violentas do mundo. A questão é que, é necessário descobrir porque os números aumentam todos os anos. O governo, mesmo sabendo que os números são altos, não tem muito que fazer, pois se denuncia e não se encontra a pessoa que foi acusada. Assim, não tem como julgá-lo e se for para outra cidade, ele é capaz de continuar violentando pessoas.

As principais causas da violência são: o desrespeito, a prepotência, crises de raiva causadas por fracassos e frustrações, crises mentais. Outro problema é a bebida alcoólica que está em 95% dos casos. Exceto nos casos de loucura e alcoolismo, a violência pode ser interpretada como uma tentativa de corrigir o que o diálogo não foi capaz de resolver.

A conseqüência da violência familiar para quem pratica é a prisão de seis meses a um ano. A conseqüência para quem sofre a violência familiar é que a pessoa pode ficar chocada com o acontecimento, e passa a ter problemas de relacionamentos. Pode ser levada a achar que aquilo é normal e sempre deixar o agressor continuar a sua prática.

Em geral, o governo procurar estabelecer um programa que quando alguém ligue para denunciar, tem que ter, por exemplo, a polícia ir atrás de quem foi denunciado e julgá-lo em júri popular. Já está na hora do Brasil e o governo darem um basta na violência, ou ao menos, diminuir o número de casos no Brasil. 
 
 

Violência doméstica

Daniela Carvalho

 

Infelizmente, a violência doméstica é algo visível. Ela atinge a pessoa violentada, os amigos, a família e a comunidade. Ela inclui diversas práticas como abuso sexual contra crianças, violência contra mulher, maus tratos contra idosos e violência sexual contra o companheiro.

Existem várias práticas de violência como psicológica, sexual, física. A agressão física é aquela que é direta. A psicológica  acontece quando a agressão é verbal, com ameaças, gestos e posturas agressivas. Violência sexual é quando a pessoa é violentada sexualmente, e a vítima não aceita e é forçada.

A violência contra mulheres é muito maior que contra homens. Geralmente, são os homens que batem nas mulheres e fazem isso escondido, ou seja, em quatro paredes, para que parentes, vizinhos e amigos não o saibam. Infelizmente, muitos deles fazem isso por prazer, vingança ou diversão, e batem para colocar medo nos agredidos.

As pessoas que passam por isso sofrem problemas psicológicos, de convivência e passam por traumas ficando com medo de enfrentar os problemas que surgem no decorrer da vida. Muitas deles terão problemas de relacionamento para sempre.

Hoje em dia, a violência doméstica está cada vez mais freqüente em nosso país. Infelizmente isso é uma coisa real, que a cada dia aumenta. Uma das coisas importante a fazer é pensar nisto.

 

Medo calado por medo

Gabriel Miranda Ribeiro

 

No Brasil, as pessoas têm enfrentado dificuldades para enfrentar a violência doméstica. Acreditam que jamais irá ocorrer com alguém de sua família. Mas, não sabem que este problema está mais perto do que se imagina. Em casas, lugares públicos, escolas, creches, sempre ouvimos falar de casos com crianças e adolescentes violentados.

A violência doméstica é a tentativa de impor e mostrar que é mais forte. Os abusos são geralmente feitos por homens, embora existam também casos em que mulheres são as agressoras. As vítimas são crianças ou adolescentes, pequenas, fracas, sem poder de defesa.

Os abusos e agressões prejudicam não só o país, mas os indivíduos que sofrem as agressões, pois o indivíduo será triste e sempre se sentirá imundo, imprestável e poderá pensar que nunca irá conseguir nada.

Segundo a coordenadora do Programa de Enfrentamento à Violência Sexual contra a criança e o Adolescente da Secretaria de Direitos Humanos, Leila Paiva, a culpa é da falta de iniciativa de quem observa a violência, mas não denuncia. “Existe um pensamento no imaginário popular que não devemos interceder em problemas que ocorrem no ambiente familiar, o que é um equívoco”, afirma ela. A cada dia o disque denúncia, disque 100, recebe mais de 93 casos.

Todos os dias, acordamos e pensamos se a pena de morte não seria a melhor opção para o Brasil nesta hora. Entretanto, não se devem punir as conseqüências da violência sem antes tratar das causas do problema. Uma ótima maneira de fazer isso é trabalhar a conscientização da população.

 

Um problema Mundial

Gabriela de Amorim Knoll

 

A família deveria ser um lugar onde as pessoas se sentissem felizes e em paz. Porém, a realidade não aponta para isso. Milhares de mulheres e crianças sofrem violência doméstica em seus lares.

A violência doméstica é um problema antigo. Não se pode dizer ao certo há quanto tempo se constata sua existência, mas provavelmente tenha iniciado com o surgimento da unidade familiar. É comum, nota-se, ocorrer com freqüência na sociedade. É um problema generalizado, pois não discrimina pobres e ricos, negros e brancos, cultos ou incultos. É grave, pois inúmeras são as tragédias e danos surgidos em todos os países do planeta. Isso pode ser qualquer forma de agressão, abuso sexual, perseguição, seqüestro, lesões corporais ou morte provocada por um familiar ou morador contra o outro que estejam (ou estiveram) habitando a mesma residência.

Vê-se atualmente que as soluções apresentadas apenas conseguem minimizá-lo, mas nunca solucioná-lo. Foi assim com a experiência das Delegacias da Mulher, hoje já consideradas como eficientes instrumentos que prestam grande auxílio não redução deste problema e de suas conseqüências.

Katherine Culiton registra ser a violência doméstica como a maior causa das lesões em mulheres nos EUA, sendo que 50% das mulheres tenham sofrido agressão por seus companheiros em algum momento de suas vidas.

Em todos os países do planeta, violência doméstica é algo muito sério, pois causa sofrimento e infelicidade para milhares de mulheres e crianças que diariamente sofrem abuso e violência.

 

O Brasil de hoje

Guilherme Paulo

 

            A violência em nosso país não é algo bom. Os índices da mesma estão cada vez mais altos. A família, tanto dentro como fora de casa deve ser rodeada de harmonia, amor, felicidade e compaixão. Muitas pessoas vivem uma vida injustiçada por causa de agressores. Muitos lares do nosso país são lugares onde há abusos e violência.

Um dos casos mais recentes de violência doméstica foi o da menina Isabela Nardoni, jogada pela janela de um prédio pelo pai e pela madrasta. Entretanto, o caso Isabella é só mais um dos muitos que ocorrem pelo Brasil a fora, revelando a triste realidade do país.

Para os acusados de violência doméstica, a pena é grave: o agressor que for descoberto deve permanecer em detenção pelo período de seis meses a dois anos. Mas, infelizmente, a pessoa que foi violentada acaba ficando com traumas e pode levá-los para o resto de sua vida, fazendo com que não leve uma vida normal.

A situação de nosso país quanto a violência doméstica é grave, nosso índices de violências domésticas são muito elevados para um país que se considera “em desenvolvimento”.

Os habitantes do nosso país só serão alegres, e terão uma vida feliz, quando tudo isso acabar, sem abusos, sem violência e sem mortes dentro de suas próprias casas.

 

A Violência Doméstica

Matheus Mertens

 

A violência Doméstica é praticada no próprio lar, sendo essa violência contra a mulher, que, em geral é vitima do marido, namorado, ou algum companheiro ou um amigo.

            Geralmente as causas dessas agressões são o álcool, estresse do trabalho, crise de raiva, problemas mentais, o desrespeito e a prepotência.

            Muitas mulheres sofrem essa violência, não só a classe pobre, mas também a classe média e alta. A maioria das pessoas agredidas, não tem coragem de denunciar.

            A conseqüência dessas agressões muitas vezes não é só física, mas psicológicas, agressões verbais, desrespeito, e obviamente o pecado. O medo de não denunciar é de perder a guarda dos filhos, ameaças, de ser morta pelo companheiro, ou a própria vergonha dos amigos e da família.

            O doutor Lenore Walker afirma que ‘‘embora seja fácil ver explosões de violência na fase da ação, mesmo comportamentos carinhosos, típicos da fase lua-de-mel, servem para perpetuar o abuso”. A respeito desse assunto, a doutora Malvina Muszkat concorda: “A violência doméstica contra a mulher prejudica toda a família. Sofrem os filhos, as filhas, os parentes próximos e até mesmo o autor da violência.”

            Toda essa violência serve de alerta para as mães de todo o Brasil, para que quando forem agredidas, de qualquer forma, denunciem para a polícia. É traumatizante ver uma mãe apanhando do cônjuge, e sofrer porque seu único pecado é o medo.

 

Violência Familiar

Nikolas Damian Vasconcelos

 

Hoje em dia, muitas famílias gostariam de viver em paz em harmonia, mas em muitas famílias acontece o contrário disso. O número de violência e abuso nas famílias brasileiras vem crescendo nos últimos anos, e isto precisa mudar.

A violência familiar é a violência praticada dentro de casa, usualmente em parentes (mulheres e/ou crianças), e é praticada escondido. Inclui diversas práticas como a violência, o abuso sexual e maus tratos com idosos.

A violência doméstica pode ser classificada como: física, quando a agressão é direta; socioeconômica, quando envolve o controle da vida social da pessoa/indivíduo; e abandono, quando a criança é deixada nas ruas. Estas atitudes podem deixar traumas nas vitimas de violência doméstica, e a pessoa nunca mais conseguirá, sozinha, superar o trauma.

“É importante ressaltar que a alteridade dos pais na família deve ser fundamental no respeito e não nas relações de poder exercidas pelos mais fortes sobre os mais fracos. Os pais fazem uso da necessidade que os filhos têm de seus cuidados, e com esse poder, manipulam a relação. O pátrio em relação à criança criam uma dependência ainda mais cruel ao passo que o filho fica à espera de amor, mas os pais em vez de conceder, resolvem retirar este sentimento ou ainda transformá-lo em algo bem perverso” (Fonte?).

Um país tão grande e belo como este não deveria apresentar índices de violência doméstica tão altos como hoje, aliás, não deveria ter índice nenhum de violência familiar, pois além de ser um crime, as pessoas ficam com seqüelas pelo resto da vida.

 

Violência Doméstica

Sibely Silva Chaves 

 

É a violência praticada dentro de casa, entre marido e mulher. Inclui diversas práticas, como violência e o abuso sexual contra as crianças, violência contra a mulher, maus-tratos contra idosos, e a violência sexual contra o parceiro.

Muitas crianças sofrem com suas famílias ou parentes, sofrem abuso sexual em sua própria casa e as vezes são os seus próprios pais que fazem isso.Violência sócio-econômica, acontece quando envolve o controle de vida social da vítima ou de seus recursos econômicos. Também alguns consideram  como violência doméstica o abandono e a negligência de crianças ou idosos.

Estaticamente, a violência contra a mulher é muito maior que a contra homem. Em geral, os homens que batem em mulheres o fazem entre quatro paredes, para que não sejam vistos por parentes, amigos, familiares e colegas do trabalho.

Outro fato interessante é que a maioria dos casos da violência doméstica registrados nas unidades policiais é de mulheres de classes financeiras mais baixas. A classe média e a alta também apresenta casos de violência, mas as mulheres denunciam menos por vergonha e medo de se exporem à sua própria família. A violência praticada contra o homem, embora incomum, existe.

“Não só a família responsável por garantir os  direitos da infância e juventude, o próprio estatuto da criança e do adolescente (ECA)  diz que um dever de todo: da família, do estado, e de toda a sociedade brasileira” (fonte?).

        Um país que se considera “em desenvolvimento” deveria lutar pelas vítimas da violência doméstica e ajudar a não ter mais esses tipos de coisas entre famílias de seu país.

 

A violência nos lares

Tainara Feijó Vieira

 

A família deve ser um lugar de paz, amor, alegria e felicidade, mas não é assim que vivem muitas famílias brasileiras. Algumas famílias sofrem violência doméstica, abuso sexual, espancamento e maus tratos, estas têm medo de denunciar, têm vergonha de falar o que acontece em seus lares.

A vítima de violência doméstica pode ser maltrata por pais que batem, judiam dos filhos ou da mulher, ou pessoas que abusam sexualmente, contra a vontade. Isso pode acontecer entre amigos ou até dentro das famílias, como tios país que aproveitam das crianças ou adolescentes.

As pessoas que sofrem esse tipo de violência se sentem envergonhadas diante das pessoas. Elas podem até estar em uma mesa com sua família conversando e brincando, mas quando o agressor chega perto, mudam completamente seu comportamento, preferindo a distância e o silêncio. Falta-lhes coragem para denunciar o agressor.

A escritora Sueli Ferreira afirma que “lar deve ser sinônimo de proteção e segurança. No entanto infelizmente, muitas pessoas é palco de cenas terríveis de violência. No Brasil, como em outros cantos do mundo, sem destinação entre cultura, raça, cor, sexo ou situação social, inúmeras pessoas são vítimas de violência doméstica. São inúmeras mesmo, porque não se pode contar a quantidade exata. Se há denúncia, há registro. Mas a verdade é que muita famílias estão esfaceladas devido á violência doméstica e, ainda assim, evitam falar no assunto, por vergonha, medo da exposição ou de sofrer danos maiores. Preferem o silêncio”

No Brasil, temos que combater a violência doméstica, acabar com os índices tão elevados. A primeira consciência a ser desenvolvida é a necessidade de denunciar. A desgraça que acontece hoje na casa de um vizinho, pode ocorrer amanhã na sua própria casa.

 

Um crime desnecessário

Vitor Gehlen Teixeira

 

Em todo o globo, o índice de violência doméstica ou familiar contra crianças e mulheres vem aumentando consideravelmente, causando doenças sérias nas vítimas e até a morte. Na maioria das vezes, não ocorre a denúncia do crime por parte da vítima, pois a mesma teme sofrer mais. O crime, na maioria dos casos, é praticado por parentes da vítima, pais, tios, avós e outros. Em 2003, a média de crimes deste tipo era de 12 por dia no Brasil. Já em março deste ano, o número subiu para 93 casos, diariamente.

Os crimes que normalmente ocorrem são de violência física, psicológica, sexual e a negligência. Com relação a questão do papel da sociedade, o integrante do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente, Ariel Alves, afirma que “não é só a família a responsável por garantir os direitos da infância e juventude, o próprio Estatuto da Criança e do Adolescente diz que é um dever de todos :da família, do Estado e de toda sociedade brasileira”.

As principais causas para este tipo de violência são o desrespeito, a prepotência, crises de raiva causadas por fracassos e frustrações e crimes mentais. Exceto nos casos de loucura, a violência pode ser interpretada como uma tentativa de corrigir o que o diálogo não foi capaz de resolver. Na realidade, tem uma motivação corretiva que tenta concertar o que o diálogo não foi capaz de solucionar. Portanto, sempre que houver violência é porque alguma coisa já estava errada anteriormente.

Além das marcas físicas sofridas pela vítima, a violência doméstica costuma causar sérios danos  emocionais, pois é normalmente na infância que são moldadas grande parte das características afetivas e de personalidade que a criança carregará para a vida adulta. Sendo assim, uma criança agredida poderá cometer o crime sofrido no futuro. A principal conseqüência deste crime é a morte.

Através destes dados é possível constatar que a violência  doméstica deve ser combatida e os que a praticam devem ser punidos severamente. O governo brasileiro tem usado ferramentas erradas e conceitos errados na hora de entender o que é causa e o que é conseqüência. A violência que mata e que destroí está muito mais para sintoma social do que doença social. Toda a população deve ser alertada sobre as sérias conseqüências desta violência, para que a mesma possa ser combatida. 

 

A polêmica da Violência Doméstica

Wellington Borba Broering

 

Hoje em dia, vemos que na vida cotidiana, está cada vez mais difícil conviver com pessoas ao nosso redor, tanto pela falta de confiança como pela má influência exercida por muitas delas. Percebe-se que a dificuldade não só encontrada do lado de fora da nossa casa, mas sim também dentro da mesma. Trata-se da Violência Doméstica.

Este tipo de crime é um dos mais absurdos a serem praticados, pois ocorre com adultos e principalmente com crianças entre 3 e 7 anos. Porém, pessoas como essas não conhecem nem a Deus e nem a vida. Assim, esta violência pode ser tanto através de abusos, como estupros associados.

As conseqüências desta violência afetam tanto os agressores como também as vítimas, as quais são as que mais sofrem. As vítimas podem sofrer retardamento mental, pois a pessoa pode se considerar um monstro depois de agredida, entre outras coisas. Os agressores sofrem cerca de seis meses a um ano de prisão, mas a pena correta deveria ser a morte.

“Não é só a família a responsável por garantir os direitos da infância e juventude. O próprio Estatuto da criança e do adolescente (ECA) diz que é um dever de todos: da família, do Estado e de toda a sociedade brasileira”, afirma Ariel Alves do Conanda.

O nosso país possui altos índices de violência familiar e doméstica, assim a população deve se conscientizar sobre o assunto podendo diminuir os índices dessa violência. Sem o apoio da população, o Brasil não poderá diminuir os índices dessa violência, pois não há políticas públicas para isso.

 

Segurança “zero”

Yasmin Honczaryk Ribeiro

 

O Brasil é um país de belas cidades, praias, enfim, um lugar onde todos desejariam morar. Mas há um problema, pois nem tudo é perfeito. O Brasil, sim, ele sofre por muita violência. Podemos ver isso em nossas ruas, jornais, televisão e até mesmo na nossa vizinhança. Este é o caso da violência familiar, pelo qual as pessoas não estão seguras nem mesmo dentro de casa. Onde deveria ser o primeiro lugar de exemplo, está se tornando um lugar de angústias e sofrimento.

Vemos, hoje em dia, uma série de tipos de violência doméstica. A física, quando ocorre qualquer tipo de agressão, com o objetivo de ferir. Pode ser com a própria força ou com o uso de objetos. Como por exemplo: chinelos, tamancos, cintas, varas etc.. A violência psicológica é aquela que pode ser até pior do que a física, porque atinge o emocional da pessoa, isto é, o agressor faz chantagens, agride verbalmente, discrimina, rejeita e desrespeita a vítima. A negligência  é quando ocorre um “abandono”, quando a vítima não tem o cuidado físico e emocional adequado que uma criança deveria ter.

Uma pessoa que sofre este tipo de agressão, no futuro poderá ter alguns distúrbios, como transtornos psiquiátricos, medo, isolamento, ansiedade, traumas, e outros. Ao se tratar do agressor, a situação fica ainda mais complicada. Estes, quando são denunciados, há uma série de leis que ainda dificultam a prisão dos mesmos. Mas quando são presos, dependendo da pena, ficam de três meses a dois anos na prisão.

De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, criança alguma deveria sofrer qualquer tipo de agressão. “O ECA garante que nenhuma criança ou adolescente poderá ser objeto de qualquer forma de negligência, discriminação, exploração, violência, crueldade e opressão, sendo punida na forma da lei qualquer ação ou omissão que atente contra seus direitos fundamentais”.

Como dito anteriormente, um país tão belo não pode e nem deve ter este tipo de violência, que maltrata, castiga e interfere na vida de muitas pessoas. Várias instituições foram criadas a fim de diminuir e acabar com este problema que atinge o mundo todo. Entretanto, elas não podem resolver o problema sozinhas. Todos têm muito a fazer por esta causa.